Casas astrológicas
As 12 casas localizam onde, na sua vida, cada planeta age. Identidade, dinheiro, comunicação, lar, criatividade, trabalho, parcerias, transformação, sentido, carreira, amigos e bastidores.
- Casa 1 na astrologiaA Casa 1, cujo início (a cúspide) é o próprio Ascendente, é o pilar mais importante de todo o mapa astral. Astrologicamente, representa o portal da encarnação física — o momento preciso em que inspiramos pela primeira vez e assumimos uma presença material na Terra. Ela rege o nosso corpo físico, a aparência exterior, a primeira impressão que projetamos ao mundo, a vitalidade básica e a Persona, que atua como a máscara adaptativa da nossa alma.
- Casa 2 na astrologiaA Casa 2 é a primeira das casas sucedentes da mandala astrológica. Tradicionalmente ligada ao signo de Touro e governada por Vênus, ela rege a substância física da nossa existência: os bens materiais, o dinheiro que ganhamos com o próprio esforço, a nossa relação com a segurança financeira, a autoestima prática e os talentos inatos que podemos transmutar em recursos tangíveis.
- Casa 3 na astrologiaA Casa 3 é a primeira das casas cadentes da mandala astrológica. Tradicionalmente ligada ao signo de Gêmeos e governada por Mercúrio, ela rege a nossa mente concreta e cotidiana, a nossa capacidade de aprender e decodificar a realidade, as trocas de informações, a palavra falada e escrita, as relações fraternas (irmãos e vizinhança) e as viagens e deslocamentos de curta distância.
- Casa 4 na astrologiaA Casa 4 é a segunda das casas angulares da mandala astrológica, iniciando-se no ponto mais baixo do mapa: o Fundo do Céu (Imum Coeli). Tradicionalmente associada ao signo de Câncer e governada pela Lua, esta casa rege o nosso refúgio íntimo, a família de origem, as raízes da nossa ancestralidade, as memórias precoces da infância, a segurança emocional interna e a base telúrica que nos sustenta perante o mundo público.
- Casa 5 na astrologiaA Casa 5 é a casa sucedente da mandala astrológica, tradicionalmente associada ao signo de Leão e governada pelo Sol. Representando a nossa centelha criativa divina, esta casa rege a expressão pessoal mais pura, a capacidade de sentir alegria e prazer existencial, as paixões românticas e namoros precoces, a fertilidade física e artística, os jogos e hobbies, e o recesso alegre da nossa criança interior que insiste em brincar e brilhar sob os refletores da vida.
- Casa 6 na astrologiaA Casa 6 é a última das casas do hemisfério norte (abaixo do horizonte) na mandala astrológica, tradicionalmente associada ao signo de Virgem e governada por Mercúrio. Representando o nosso labor diário e o estado da nossa saúde, esta casa rege o trabalho como ofício cotidiano, as rotinas e rituais que sustentam o corpo físico, a relação de higiene e bem-estar corporal, os hábitos alimentares, a prestação de serviços altruístas aos outros, e a nossa ligação afetuosa com animais de estimação.
- Casa 7 na astrologiaA Casa 7 é a cúspide angular do hemisfério oeste, iniciando no ponto exato do Descendente (DC). Tradicionalmente associada ao signo de Libra e governada por Vênus, esta casa representa o espelhamento supremo do "Outro". Ela rege as parcerias amorosas de longo prazo, o casamento e casamentos legais, as sociedades comerciais e de negócios, os contratos formais, as conciliações e mediações e, curiosamente, os inimigos declarados — os oponentes abertos que nos forçam a lapidar a nossa própria identidade.
- Casa 8 na astrologiaA Casa 8 é um dos setores mais densos, fascinantes e temidos da mandala astrológica, tradicionalmente associada ao signo de Escorpião e regida por Plutão (em termos contemporâneos) e Marte (na astrologia clássica). Representando o portal dos grandes mistérios existenciais, esta casa sucedente comanda os processos de transmutação psíquica profunda, as crises de regeneração, a sexualidade vivida como entrega e fusão mística, a herança material e transgeracional, os recursos financeiros compartilhados (impostos, empréstimos, dinheiro do parceiro) e as mortes simbólicas que purificam o nosso eu.
- Casa 9 na astrologiaA Casa 9 é a penúltima casa do hemisfério visível (acima do horizonte), tradicionalmente associada ao signo de Sagitário e governada por Júpiter. Representando a nossa jornada de expansão mental e espiritual, esta casa cadente comanda as viagens de longa distância e a imigração, os estudos superiores e acadêmicos, os sistemas de filosofia e dogmas de religião, as atividades de publicação e disseminação do conhecimento, a relação com culturas do estrangeiro e a incessante busca humana por um propósito de vida.
- Casa 10 na astrologiaA Casa 10 é uma das quatro cúspides angulares supremas da mandala astrológica, iniciando no ponto mais alto do céu meridional: o Meio do Céu (Medium Coeli / MC). Tradicionalmente associada ao signo de Capricórnio e governada por Saturno, esta casa representa o zênite da nossa jornada externa. Ela comanda a carreira como vocação profunda, o reconhecimento público e a reputação social, a imagem profissional e a Persona adaptativa, as figuras de autoridade (incluindo o pai ou a mãe dependendo da corrente de estudo) e o legado tangível que esculpimos perante a sociedade.
- Casa 11 na astrologiaA Casa 11 é uma das casas sucedentes da mandala astrológica, tradicionalmente associada ao signo de Aquário e governada por Urano (em termos modernos) e Saturno (na astrologia clássica). Conhecida como a casa do "Nós", este setor comanda as nossas amizades eletivas e redes de conexões, os grupos cívicos e comunidades intelectuais, os projetos coletivos de transformação social, as aspirações de futuro e as esperanças utópicas. Representa também, no sentido clássico, os frutos materiais e as colheitas que colhemos do nosso esforço de carreira na Casa 10.
- Casa 12 na astrologiaA Casa 12 é a décima segunda e derradeira casa da mandala astrológica, tradicionalmente associada ao signo de Peixes e governada por Netuno (em termos modernos) e Júpiter (na astrologia clássica). Sendo a casa cadente final e o "quarto de despejo" ou santuário cósmico da mandala, este setor comanda o nosso inconsciente coletivo, os bastidores da existência física, as dinâmicas inconscientes de autossabotagem e os mecanismos de repressão mental, os sonhos premonitórios e insights, o retiro em silêncio de autocura, as instituições fechadas (mosteiros, hospitais, retiros espirituais) e os inimigos ocultos — as forças psíquicas e oponentes invisíveis que operam fora da luz da nossa consciência.